segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Quem matou o Alexandria Ferreira?

Caminho pelas ruas de Imizamu Yethu na Cidade do Cabo. As cores vivas, o ceu cor azul, a ventania fresca. E vem na minha cabeça a imagem do Alexandria no dia em me mostrou a casa museo do mestre Chissano; no dia em que fiz a minha primeira obra de madeira, com ele na casa de Alto Mae’. ..
Ainda nâo posso acreditar à morte dele e as suas razões. E me pregunto.
Que matou o Alexandria? Que vai nos dar justiça pela morte dele? Qual justiça para os filhos que deixou? E para a mulher que perdeu um companheiro? E para todos os amigos e inimigos?
Onde está o Estado de Direito que tudo o mundo quere aquele que estamos constuendo com o dineiro que chega de fora do País para reformar a justiça?
Ou temos que acreditar que a justiça é aquela feita pelas maõs do povo, o mesmo povo com quem Alexandria vivia na Matola e o matou? Quem é responsavel pela morte do Alexandria? Uma, dois, três ....mais pessoas? Ou o Estado? Ou a policia que não fermou o povo? Ou nos somos os responsaveis ...que patrulhamos durante a noite contra um ‘G20’ que talvez nâo existe e que talvez foi só uma invenção de alguem para criar terror nos bairros.
Quem é o responsavel? Quem vai nos dar justiça? Quem vai dar justiça a um filho e uma filha pela morte do pãe e a todos nos pela morte estupida do nosso amigo Alexandria?
Que é criminal? Ou Alexandria quem por tal foi matado? Ou criminais são aqueles ser humanos as cujas mãos o mataram? Ou o G20? Ou o Estado? Ou a Ministra?
Se nâo pedimos justiça nâo sinhificaria que ele foi mesmo responsavel?
Se queremos justiça à quem a pedimos: ao Ministo da Justiça? Ou ao curandeiro? Áo tribunal da cidade de Maputo ou aquele do Tribunal comunitario? As velhos que vivem em Matola perto da casa onde o Alexandria vivia? A quem?

Nâo quero esquecer. Nâo quero que vocês esquecam. Quero uma Justiça e quero que você a quere tambêm.

Tina Lorizzo

segunda-feira, 29 de julho de 2013

A primeira vez da vovo'!

Sempre ficara' na minha mente a imagem daquela fracao de segundos
que
pareceu infinitos minutos em que a minha avo Nunzia olhou
para o Lito
a primeira vez que o viu.

Como uma menina recem nascida
que olha pela primeira vez o mundo.

Com a sua pequena estatura, os olhos pequenos mas vivos,
lucidos
as maos em cima da mesa
imovel,
como uma estatua de marmo.

Parou
a expressao da cara
e tudo o corpo
pararam a ver um outro mundo.
Como se pela primeira vez na vida dela,
viajou para Africa e
encontrou uma daquelas imagens que a
televisao italiana passa
as vezes.
A jungla, os elefantes, os homens e mulheres sem roupa
numa floresta.

Parou


Fixou a imagem dela na mente
como nunca a esquecer
mas
para lembrar sempre
por sempre

Como para poder um dia dizer
Eu tambem fui para a Africa.

Mas nao viu um elefante
ne uma jungla
viu o Lito
ai
parado na frente dela
ele sem mover se tambem
talvez queria ficar trasparente por alguns segundos?
Nao sapendo a reaccao da minha avo' Nunzia.

Passaram segundos
que pareceram um eternidade

Nonna
Nonna
che c'e'!!!
Dicci qualcosa!!!

E o tempo comecou a correr
de novo.

Os olhos
o corpo
a cara
mudou.

Um leve sorriso
saiu dela

Nao lembro bem a sequencia
que ela usou quando falou

Se querem bem
trata bem a minha neta
sejam felizes.

sábado, 13 de julho de 2013

If born again!

If born again
I would rather be a theater actress
with a red lipstick on my lips
and a pale skin
painting good souls and passions

If born again
I would rather be a theater actress
an African queen
with a big necklace around my neck
and a left ring finger
walking exotic paths
looking for love

If born again
I would rather be a theater actress
a photographer
with blond hair
a black t-shirt and a pair of jeans
capturing a foot that steps on a leaf
a hand that holds another hand
lips that kiss a cheek

If born again
I would rather have the courage
to say no
and yes
to be a theater actress
to have the freedom
to be myself
and the other that I would rather be





terça-feira, 4 de junho de 2013

I DONT LIKE THIS TERM: TOLERANCE! Have a look here. Tolerance also means: b)Sopportare qlcu. o qlco. di pesante o di sgradevole. Espanholo: a) Soportar, admitir o permitir una cosa que no gusta o no se aprueba del todo; English: To allow without prohibiting or opposing; permit. I DONT TOLERATE. I DO APPRECIATE To recognize the quality, significance, or magnitude of To be fully aware of or sensitive to; To be thankful or show gratitude for To admire greatly 5. To raise in value or price, especially over time.

sexta-feira, 24 de maio de 2013



hoje sei quem sou
caminhando penso
penso caminhando
quanta luta
uma luta certa e assim amada a procura de mi hoje
olhando me ao espelho sei quem sou
ontem sabia quem tinha virada n
ao sabia quem era
dancas em baixo das estralhas do mundo no sul
como no norte
amas o amor pelo amor
olha os outros como fosses tu
nao appresar-te a judicar
espera
comprimenta o outro
aquela pessoa podes ser tu
o condenado podias ser tu ou talvez ja es e nao sabes?
observa
toca
cheira

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Caras zangadas tenho de pedir para um sorriso o vazio das estradas o povo nao faz muitos filhos anciaos nas ruas tinha esquecido quanto velha e' a populacao Europeia a rigida formalidade da faculdade de Direito nao tinha saudade disso uma persistente tristeza nao ha muito para sorrir e o ser ... o sorrir para ser? observo corpos que arrastam se nas ruas olhos tristes bocas a lutar para uma caixa deixada no lugar errado nao era sufficiente uma palavra amiga? fatos a demostrar o que temos um certificado de Doutore todos na mesma uniforme a moda do ano onde as cores? o cheiro? da Vida?
Alma viajeira! Questiono! A realidade nao e' o que aparece. Vivo para uma missao. Libertar-nos das prisoes que criamos. Venho de longe e vou longe. Nao ha duvidas. A procura da paz da minha alma. O justo e o errado nao existem. Existem as palavras que usamos. Palavras subjectivas criadas no mundo que vivimos. Amo o Amor. A paixao. A missao. A Italia me criou. O Mocambique e a Africa do Sul me educaram! Vou nesta viajem na curiosidade. Ha anos que nao fico deste lado do mundo! A procura de resolucoes de conflictos alem dos convencionais que nos ensinam e repetimos. Como se a realidade fosse unica. De volta a Europa, questionando!

domingo, 13 de janeiro de 2013

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Pensando...

Era da un po' che non mettevo piede all'Universita' del Western Cape. Usavo prendere questo treno con Berber la quale ora non lavora piu' li'. Un bellissima giornata qui a Cape Town. L'estate e' arrivata. 33 gradi oggi. Ammi e' qui' con noi questa settimana frequentando il corso per insegnare musica prima di tornare nuovamente a Maputo e poi nella sua terra natale ad Heiti. Heidi e' tornata da Hermanus. Si laurea Sabato prima di ripartire per il Canada, per le feste di Natale. Mi sono alzata presto stamattina. Ancora non sono del tutto guarita dalla tosse che ho da quando sono tornata dal Mozambico. Ho preso un chapa per la stazione. Ho comprato un biglietto per Unibell, terza classe a 7.50 Randes e corso per raggiungere la plattaforma numero 20. Camminavo velocemente in senso opposto alla massa che era appena scesa dal stesso treno che avrei preso in pochi minuti. Noto dei militari e alcune guardie di una compagnia privata di sicurezza ( in Sud Africa alla polizia dello stato si sono aggiunte negli anni varie compagnie private il cui lavoro e' sorvegliare da strade pubbliche, palazzi, centri commerciali, ospedali e chi piu' ne ha piu' ne metta). I militari e le guardie parlavano con il sorriso sulle labbra con delle donne che vendono frutta e verdura sui binari. Parlavano in Xhosa (quella lingua che fa tutti gli schiocchi in bocca....). l'uniforme militare fa sempre un certo effetto in tutte le parti del mondo e non certo per eventi positivi, per questo la calma con cui la scena avveniva mi ha lasciata curiosa. Certo non capivo la lingua che parlavano, ma i gesti e le espressioni sulle loro facce erano alquanto gentili. Con i pochi anni in Africa ho imparato ad osservare il potere delle grande 'MAMAS AFRICANE' ...nella loro rabbia come nei loro sorrisi. In Sud Africa, come in Mozambico e in tanti altri Paesi Africani intere famiglie sopravvivono e vivono grazie al 'mercato informale'. Questo significa che padri, mogli, giovani e ragazzini, molte volte anche bimbi vendono per strada di tutto. Da scarpe, abbigliemento, utensili, cose per l'igiene. Molte volte a prezzi irrisori, molto piu bassi. Vendono in piccole baracche ma anche per strada. Ora....queste donne fanno parte della massa di persone che lavora in questo modo in Africa e non solo. C'erano quattro grandi Mamas con bimbi piccoli. Vendevano mele, banane, patatine, noccioline..il tutto in contenitori di plastica tirati da buste di plastica o in carrelli della spesa Ora...da qualche anno a questa parte, le politiche per la sicurezza pubblica dall'America all'Europa, dall' Africa all'Asia si sono irrigidite. E anche a Cape Town il 'ripulire' le strade dalla gente 'scomoda' e che fa 'delinquenza' e' una delle priorita', specialmente nelle zone ricche della citta'. Ecco perche i militari e le guardie stamattina 'ripulivano' i binari della stazione. Osservo queste donne e i loro bambini o nipoti. Bambini con delle magliettine cosi piccole che le loro pance erano di fuori. 2012. Combatto per avere un salario decente dopo tanti anni di studio, esperienze lavrative. Mentre milioni di persone ancora vendendo frutta e verdura per sfamare intere famiglie e bambini. L'Apartheid e' finito legalmente 20 anni fa. Molti Sudafricani avevano sperato in una nuova vita. Invece molti e molti soffrono ancora nelle stesse condizioni di 20 anni fa. Sono le 8.35. Il treno si ferma a Unibell. Cammino in direzione dell'Universita'. Ho voglia di scrivere.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Waht is this for? Who is all of this for? Trapped in consumerism!

If this is the end of the world....this must be one of its signs!!! Saturday morning in Cape Town. 8th of December 2012. Thousand of people on the streets. It looks like all the world has decided to spend holiday here. I wake up with a strange feeling of doing something (strange Tina....mhmhm you are lying!!!). I need to buy some canvas to paint and meet Nicholas at the new Superette in Woodstock. Brent gives me a ride to the Biscuit Mill, an open market where all Cape Townnians and tourists have breakfast on a Saturday morning. I observe and observe. Cape Town has become addictive to design, fashion, or maybe it has always been. At the Biscuit Mill there is a concentration of designers that I lost my count. Shirt designer, shoe designer, dress designer, jewellery designer, food designer, cake designer, pizza designer, sandwich designer, chair designer.............. It is almost a decadency!!! Everybody need to design something to be on truck. I look around and there is a variety of food and food and food that you cannot decide what you can really eat, what you would like to eat,what is healthier and not. Quantity quantity quantity..... And suddenly I think to the crisis the world is undergoing. There is no money, more poor people are increasing....however other still continue to spend so much money!!! 1000 R. for a leather bag!!! What for? 500 R. for a ring!!! What for? 1000 R. for a shirt!!! What for? 350 R. for a smally thingie of leather!!! What for? 250 R. for a old crane!!! What for? Like Brent's father says ....this is stuff for white people. Only white people can spend thousand of rent to buy a stupid crane to hung on the wall at home!!! Or black middle class. I notice a rush to buy things, to eat things, to consume things.... WHAT FOR? and Who is all of this for? We complain about poverty.... oooo poor one...ha cannot afford, she cannot eat.....poor kid.... what do we really do then? Then there are other among us who does not even bother to think about! No consciousness at all! The other does not belong to us, to me...so why bother? It is windy on a Saturday morning in Cape Town. Summer has almost arrived. I heard the world is going to end soon. Other say we are going to confront a big change. I am just sad to see this massive crowd of people....I walk away. It is better to walk home! My skirt flies with the wind. ... I feel imprisoned in this world!!!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Un sogno realizzato....keep going!

Quando nel 2006 lasciavo la fredda Londra per trasferirmi in Danimarca e poi alla volta del continente Africano, avevo in mente solo un pensiero: il sogno di lavorare nell prigioni in quel continente! Nella mia mente ancora molto 'Europea' il continente Africano era composto da un solo Paese: l'Africa. Sarebbero dovuti passare ancora alcuni anni per veramente capire la diversita' del continente Africano. Ma in quel momento non importava molto cosa fosse l'Africa veramente, l'obiettivo era arrivarci. E a tutti i costi! Pagando, lavorando sodo, vendendo giornali per strada, costruendo e ristrutturando scuole e case. Dovevo arrivare li! E non ero l'unica! Altri hanno seguito il mio percorso e molte volte come ancora oggi ci si incontra. Sempre! Andare in Africa come volontaria e lavorare nelle prigioni in Africa per i diritti umani dei reclusi erano situazioni nettamente differenti. La prima dopotutto non cosi difficile....la seconda.....beeeeee...bisognava ripetere all'Universo (unica religione a cui credo) che il mio sogno era quello e io lo avrei realizzato. Dopo l'esperienza da volontaria in Mozambico.....ecco...d'ora in poi l'Africa sarebbe stata il Mozambico, ristretto i suoi confini ad un solo Paese: il MOZAMBICO. Insomma dopo l'esperienza da volontaria, in cui avevo osservato la realta', la gente, le situazioni era necessario un taglio netto verso la strada del sogno. Questa volta direttamente al fulcro. Ed eccomi a praticare come avvocato nelle prigioni della citta' di Maputo. Non capivo quanto sarebbe stato importante, vitale direi, quella pratica per il futuro che arrivava, le cui acque avevano cominciato a scorrere non si sa dove. Jenuario era stato scarcerato dal giudice grazie alla mia superbia quasi, non mollando sino a che non fosse fuori. Tra lacrime, lo avevo visto in differenti squadre della polizia, dove era stato incarcerato per una rissa per strada. Erano gia passati tre mesi da quell'incidente e lui era ancora dentro. Sino al trasferimento nella prigione centrale della citta. Quando dopo vari tentativi e attese e attese la giudice lo libera......ancora non sapevo quanto importante sarebbe stata quell'esperienza. Parto, decido di lasciare il Mozambico. Nel frattempo avevo viaggiato un po'. L'Africa che conoscevo in Europa ora aveva altri nomi e altri paesaggi, diversi l'uno dall'altro. Il Botswana, Lo Zambia e il Sudafrica. Ancora avrei fatto la 'gavetta' ..prima di arrivare all realizzazione del mio sogno....un Master in Criminologia presso l'Universita' della Citta' del Capo. Due anni di sacrifici (positivi verso la direzione giusta! Non avevo mai messo in dubbio neanche uno di quei sacrifici!!!! Ne' il non avere una lira bucata in tasca, il camminare ore e ore perche gli unici risparmi che avevo li avevo persi con il clono della carta......ne' il mangiare pane e formaggio praticamente tutti i giorni....il contare gli spiccioli per riuscire a comprare i kili di pane necessari per vivere un mese!!!...ma questa e' un'altra storia!!!). Nel frattempo mi nutrivo di libri, di sapere, di conoscenza. Rintanata giorno e notte all'Universita'. Prendevo l'ultimo autobus disponibile la sera e la mattina ero li' prestissimo! Studiare studiare e leggere......in Inglese, in Portoghese....in tutte le lingua che potevo! Stavo anche costruendo la mia autostima e l'avere fiducia in me...Avrei preso questo pezzo di carta che mi mancava per entrare in quelle prigioni e lavorarci attivamente e non solo vitidando passivamente come avevo fatto fino a quel momento. La ricerca per il mio Master e' stato l'inizio.....Aver ottenuto l'autorizzazione per fare la ricerca sulle condizioni dei detenuti e il loro accesso alla giustizia...ottenuto in sole 3 ore. Un lavoro intenso senza dormire molto, solo il necessario. Un mese di soddisfazioni, di pianti ancora ad ascoltare le storie tristi di quanti finiscono in prigione senza essere 'criminali'. Torno dal Mozambico in Sud Africa energica...mancavano solo 2 mesi all stesura della tesi....25 mila parole da scrivere e poi....tutto sarebbe cominciato sul serio. Il 23 Febbraio consegno la tesi e comincia un anno di grande lavoro...un progetto contro la tortura nei centir di detenzione in Mozambico e la chiamata per andare a insegnare Diritto Penitenziario all'Universita' a Maputo, lo scorso Ottobre. Oggi quasi 2013 realizzo un sogno, solo sulla soglia di quella porta che ho sempre cercato, perseguito e amato aprirsi. Il 'lobolo' fatto dai miei studenti e' stato quell'entrare in quella porta! Solo nell'universo........solo lottando per quello che si vuole. Solo comunicandolo, con parole, fatti, azioni e gesti.....in una sola direzione ...quella del sogno!!!!!!!

sábado, 24 de novembro de 2012

O estranho conceito de AMORE

Alegria? Tristeza? Raiva? Paixao? Estomago falando? Chorar? Compartilhar? Relacao? Um amor? Casamento? Lobolo? Compartilhar felicidades? Compartilhar tristezas tambem? Amizade? Aparecer? Esconder? Assumir? Nao assumir? Aceitar erros? Proprios erros e dos outros! Mais soferencia! Meno alegria? OU Meno alegria mais soferencia? Hoje? Amanha? Aceitar as fatalidades? Perder-se e rencontras-te? Querer bem? Nao desaparecer? Viver? Amar mais? Amar meno? Exsistem estas graduacoes de amor? Liberdade de Amar? Amar a vida alguem ???????? ?????????

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

La famiglia. Il declino

La Famiglia Osho, nel suo libro ' Freedom The Courage to be Yourself' dice 'The family is the root cause of all our problems. Our poverty, our sickness, our madness, our emptiness, our lovelessness - the family is the cause. La famiglia e' la causa di tutti i nostri problemi. Sono nata in una famiglia dove il concetto di famiglia e' sempre stato criticato, negato, messo al bando. Una pena di morte continua. Tra i litigi perenni dei miei genitori (la famiglia), i pianti di mia mamma, allora depressa per la morte del padre (mio nonno, la tacita lontananza di mio padre che ogni anno, almeno per una volta all'anno veniva messo alla porta, anzi fuori la porta, con valigie e valigette pronto a tornare a casa della mamma (mia nonna) e le assillanti critiche della famiglia di mio padre per parte di mia madre e di mia madre dalla parte di mio padre. Be' in realta' mia madre um po' piu' assillante di mio padre. All'eta' di 15 anni non ne potevo gia' piu'. Anzi forse anche prima, purtroppo dovevo raggungere queel'eta' affinche' le mie preghiere venissero ascoltate. La famiglia e il luogo materiale, la casa, erano irritanti, una prigione dal quale non vedevo l'ora di fuggire. La casa della nonna, in Via Largo Budapest non era cosi male, potevo uscire e giocare nella strada chiusa (cul de sac)con altri amichetti e amichette. Quella di via Londra era enorme, ricordo avevo incubi molto spesso: le bambole prendevano forma di essere umani). Ricordo quante volte mi sono chiusa nel bagno di quella casa per non ascoltare i miei strillare. Dopo Canosa, una tragedia...non solo trasferita in una citta' in cui non conoscevo nessuno, ma praticamente vivevo in quella casa sempre, tranne che per andare a scuola o quando mio padre mi accompagnava ad Andria per uscire con delle amiche. Li, a 16 anni, le mie preghiere sono state esaudite: trasferimento scuola in Abruzzo, Francavilla al MAre. Poi ci si mettevano, e pare ancora oggi, i membri della famiglia allargata (i vari zii e zie) con le perturbanti e costanti critiche. Su tutto. Uno che diceva mi sarei pulita il sedere (scusatemi la volgarita, ma erano le testuali parole) con i miei studi; altri che ero una donnaccia; altri ancora, perennemente non invitavano i miei ai vari eventi di famiglia. La religione da rispettare: battesimi, confessioni, comunioni, cresime e matrimoni, trigesimi, quatrigesimi.....una sfilata di vestiti, di gioielli, di cibi, a chi sfoggiasse di piu. Chi veniva invitato, chi no. Chi litigava perche il regalo dato era 'poco'. Chi reclamava per anni a quanto il cibo era stato'schifoso'. Chi non si parlava per anni perche non era andato al matrimonio dell'uno o dell'altro. Ricordo che ai 15-16 anni, dall'incazzatura, perche i miei non erano stati invitati ad un evento, non ricordo neache quale fosse (forse un battesimo di qualcuno), ho chiamato mia nonna dicendole come si erano permessi di non invitare i miei genitori....Dopo quell'evento non ho visto i miei nonni paterni per anni, forse 5 sino a quando un'estate sono andata a visitare mia nonna.... Con le lacrime agli occhi, la nonna dal quale ho preso il nome che mi ritrovo, Concetta!!! Era invecchiata un po'. Me lo ricordo!!! Ancora una volta mio zio se l'era presa a morte perche' ero impegnata e non ho potuto accettare una sua visita a Bologna!!! Altri anni senza parlare! Nel frattempo il tempo passa. Oggi ho piu' di 30 anni e da anni mi sono allontanata dalla famiglia, come si dice. Fisicamente e forse anche mentalmente. Il concetto di famiglia mi fa sempre uno strano effetto. Dopo 7 produttivi anni a studiare e viaggiare, sono ritornata in Italia, alle origini, per vedere se le mie origini fossero ancora ancorate li in quei luoghi in cui sono nata e cresciuta. La famiglia.......... non conosco molti cugini e cugine. Molti zii non li vedo da anni. Facebook mi ha aiutato a vedere come sono invecchiati! La curiosita' o la gelosia ha fatto si che non ci fossero molte domande da farmi.Ne risposte. Solo il sorriso innocente della nonna. E gia, come dice Osho. La famiglia sono la causa di guai. Ci si aspetta comportamenti fissi. Sorrisi prestampati. Cerimonie senza fine. Di vero???? Non so quanto ci sia! Forse poco. E ancora oggi, perche la storia si ripete sempre anche nei piccoli microcosmi, ennesimi inviti non avvenuti, ennesime lagne, ennesime sfilate di vestiti e gioielli, e mangiare. In un mondo di crisi economica, di mancanza di valori, di eroi, dove tutti sembriamo usciti da una fabbrica, con la stessa etichetta. Apparire e' sempre meglio di essere! Avere meglio di essere!

sábado, 15 de setembro de 2012

AGLI STRANIERI PRIGIONIERI NEL MONDO

Oggi 16 Settembre ricordo con dolore un'amica che esattamente da un anno e' in prigione. Il dolore per la certezza a cui mi aggrappo per la quale la prigione non serve. Il dolore nel vedere una donna, un'amica, una mamma,una sorella, lontano da casa. Il dolore per la consapevolezza che c'e' un prezzo da pagare, molte volte ingiusto, per gli errori che si commettono. E mentre i piccoli ladri vanno in galera, come mio padre mi ha sempre insegnato, sin da piccola, gli altri ne godono i frutti, seppur maceri. Il dolore nel domandarmi chi siamo per decidere se 5 anni di pena sono piu' giusti di 1 anno. Ci nascondiamo dientro maschere lasciate a noi da altri. Oggi dedico questo giorno a tutti gli stranieri incarcerati nelle prigioni del mondo. Lontano da volti familiari, da visi sereni e sorridenti. Lontano dalle proprie lingue madri. Dai propri sapori e colori. Lontano da un conosciuto. Dedico questo giorno a tutti gli stranieri incarcerati in prigioni di paesi sconosciuti, dei quali non avevano la minima idea che esistessero. Spesso, molto spesso in condizioni di vita difficili, circondati da facce guardinghe. Sprofondati all'interno del malfunzionamento della giustizia. In un vortice. L'accesso ad un avvocato diventa impossibile, molte volte non ci sono rappresentanze diplomatiche e quando ci sono, le stesse non hanno le funzioni per attuare e fare nulla. Persone invisibili, che ritrovandosi molte volte senza documenti di identita' non possoso essere che NESSUNO, come diceva il nostro Pirandello. I NESSUNO in realta' sono esseri umani.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

13 Annual Memorial Lecture STEVE BIKO

L'intervento del Professore e poeta Ben Okri, in commemorazione della morte di Steve Biko e' stato riflessivo. Le parole del novellista Nigeriano hanno toccato l'anima, tra sentimenti di rabbia, la coscienza dell'impotenza e la voglia di agire, invece di parlare. Biko e' morto il 12 Settembre del 1977. Incarcerato e torturato sotto il tragico seppur reale, a quei tempi e sino al 1990, sistema dell'apartheid. Ben Okri, ospite presso l'Universita' di Cape Town ha travolto la platea con una contribuzione vivace, pessimista e realista che ha toccato i posti piu' reconditi dell'anima umana. 'There is no break, no pause in History. We go from struggle to struggle' Una mia amica oggi mi ricordava che non e' il tempo che vola, siamo noi che voliamo con il tempo. E in questo muoverci, ci ritroviamo in un fiume in tempesta, tra acque che scorrono tra una tempesta ed un'altra. 'Fredom is actually only a small part of our life. What is important is how we use this freedom' Siamo alla ricerca constante della liberta'. Abolendo tutto il resto. Vogliamo abolire tutto. Cosa ci rimarra' poi? Diceva un mio professore a Dubrovnik. Invece la liberta', dice Okri, e' solo una piccola parte del resto della nostra vita. L'importante e' come usiamo questa liberta'. Mi chiedo cosa in realta' facciamo per essere migliori. Dove sono le nostre responsabilita' nei confronti di chi ha meno. Molto meno di noi. Oggi mi ritrovo seduta su questa panca a preparare la mia prima lezione in Diritto Penitenziario in Mozambico. A parte la sfida enorme, le paure e il coraggio, mi chiedo cosa in realta' sto facendo per chi, camminando per strada, noto non ha da vivere, ne' le possibilita' di accedere a quello a cui ho potuto accedere: l'educazione, uno status, una carta' d'identita' e un passaporto poi. Qual e' la mia responsabilita' verso i minatori che alcune settimane fa sono stati uccisi dalla polizia Sudafricana per aver marciato in richiesta di aumenti di salari; quale il mio obbligo come cittadina del mondo verso chi non ha ancora una casa, chi ieri protestava a Cape Town, nei townships, perche non hanno accesso a diritti primari, come una tazza del cesso in casa e non una senza porte per strada, da condividere con tutti gli altri. Dalla mia bella casa di Sea Point, di fronte all'Oceano Atlantico e' facile parlare di chi non puo' permettersi questo. E' molto facile considerare gli altri dei poveretti. Okri diceva questa sera ' Mountains are not to live on them, but to see from them'. Pare sia nella natura umana considerarsi grandi quando si e' li sulle montagne. Le montagne del potere, dimenticando di vedere cosa c'e' al di la'. Di osservare altre montagne che forse altri devono ancora scalare. No. Una volta li. Ci appisoliamo e dormiamo su bei cuscini di lana. In questi ultimi mesi mi sono inbarcata in qualcosa con cui ho dovuto fare i conti. A livello personale. Cercando di fare compromessi con la mia anima per accettare cio' che il mio corpo, le mie cellule rifiutano. Okri stasera diceva ' It is not how we overcome the nights, it is how we live the long and challenge sunlights' (qualche parola l'ho persa nel trascrivere. Be' il concetto c'e'). E io non voglio vivere le notti da passare. Ma i giorni, anche se difficili e lunghi. Ancora Okri mi ricordava che non e' importante CHI SIAMO, ma chi vogliamo essere. E ancor di piu' 'No one is going to handle us than the destiny we want for us'. Ora, in questo periodo storico di ennesime battaglie, dice Okri 'WE NEED A NEW CONSCIOUSNESS'. Non possiamo pensare che e' lo stato responsabile, il politico, che e' l'altro responsabile di cio' che ci accade attorno. Se accade, e' colpa nostra. Si. Abbiamo bisogno di una nuova conscienza. L'ineguaglianza tra poveri e ricchi e' sempre piu' acuta. E noi siamo i primi a esserne responsabili. Voglio terminare questo con un bellissmo riferimento che Okri fa sull'AFRICA. Dice l'Africa e' L'Africa che viviamo tutti i giorni Cio' che scrivono di noi E l'Africa che non si vede, quella nascosta in una storia mai raccontata ma che esisteva gia, tra gli ancestrali e la magia di una notte nella savana. Una riflessione che dovevo fare! Vivete la vita! Tina